
Esse é o nome de um ballet que vi recentemente.
Me remeteu à quantas e todas as cartas que escrevi e rasguei, ou guardei e até hoje mofam no silêncio das perguntas não feitas. Esses dis me surpreendi pegando uma caneta, alisando um papel, derramando gotas de mim e para quê? Entregar recortes dos meus pensamentos mais íntimos, que só tenho coragem de contar para aquele mudo papel não está na minha lista de tarefas.
Gastar a tinta daquela caneta era tão prazeroso que nem percebi que ali, mais minhas mãos, nascia mais uma carta para ninguém ler. Era mais uma para mofar na caixa que guardo tão protegida, ao abrigo da luz e umidade, onde só minhas mãos sabem chegar...
Enquanto isso, vou ouvindo Esquadros que a Adriana sussura pra mim, através do meu mp3, que vai comigo no bolso, consolidando a minha total e absoluta solidão.
Estou com raiva desse aparelhinho.
Ele existe pra me lembrar que só me resta acomodar-me no meu mundo, com a minha música, enquanto conto os postes da minha casa até o trabalho.
De saco cheio disso tudo. Porém, as atualizações estão sendo providenciadas.
Fazendo download, aguarde...


